O Edil considera que o Presidente da Assembleia Municipal “assumiu definitivamente o papel de porta-voz dos deputados do PAICV”. Para Tavares, Santa Catarina precisa de eleitos municipais “para ajudar o povo nestes tempos difíceis e não para campanha antecipada, para mais com recurso à mentira e revelando má-fé”

Reagindo às declarações proferidas pelo Presidente da Assembleia Municipal, Felisberto Moreira, na edição do último sábado do Jornal da Noite da TCV, o Presidente Francisco Tavares disse em conferência de imprensa, realizada ao final da manhã desta segunda-feira, que “quem é amigo de Santa Catarina não desvaloriza as suas grandes obras, coloca-se ao lado das populações e ajuda a resolver os seus problemas”.

O Edil lembrou que “em Santa Catarina há gente a passar fome, quase duas mil casas degradadas prontas a desabar, animais a emagrecer por falta de pastos, hortas a secar por falta de água, cada vez mais jovens desempregados, a maior parte das zonas às escuras sem iluminação pública”, considerando serem estes “os verdadeiros problemas” do Concelho.

“O Mercado Novo não é problema, é solução. Há melhorias a fazer que estarão concluídas dentro de três meses, a venda de verduras passará para esse mercado e o Pelourinho de Assomada iniciará de imediato a sua função de Feira de Arte e Cultura”, adiantou o Edil, acrescentando que, no respeitante ao Centro Comercial de Sucupira “nunca houve financiamento” garantido pela Autarquia, já que ele será implementado pelo “sector privado, com impulso da Edilidade”. Tavares disse, ainda, que ao agir desta forma, falseando a verdade dos factos, “o Presidente da Assembleia Municipal assumiu definitivamente o papel de porta-voz dos deputados do PAICV e está em campanha”.

Deputados do PAICV não têm moral

Segundo o Presidente, “os Deputados do PAICV não têm moral para falar de projectos do Município pois chumbaram as melhores iniciativas de modernização municipal”, numa alusão à Revisão do Quadro de Pessoal, ao Código de Taxas e Licenças, à Guarda Municipal, à revisão do Cadastro Predial, à elaboração do Plano Estratégico (no horizonte de 2026), mas também ao Projecto de Pesca Industrial em Rincão.

O “chumbo” a iniciativas do executivo Municipal culminou com a rejeição do Orçamento e Plano de Actividades para 2015 e, consequentemente, com o Programa de Emergência para Mitigação do Mau Ano Agrícola, no valor de 100 mil contos (que iria implementar a criação de cerda de 1300 postos de trabalho). Para além do impedimento à edificação Museu Amílcar Cabral (através da recuperação de uma casa onde viveu na infância o fundador do PAIGC).

Os deputados municipais do PAICV votaram, ainda, “não” aos Planos Detalhados de Achada Lém, Junco, Mancholy, Mato Baixo, ao terceiro piso do Mercado Novo, ao Parque de Lém Vieira, à selagem da Lixeira de Achada Santa Catarina, às estradas de Gil Bispo, Banana Semedo, Mato Baixo, Achada Ponta e Mato Sanches, entre tantos outros projectos que o Edil considera fundamentais para o desenvolvimento do Município.

Santa Catarina precisa de eleitos que ajudem o povo

O Edil, no entanto, considerou que “os eleitos do PAICV estão ainda a tempo de reverterem a marcha de terra-queimada e colocarem os interesses do povo acima de meros interesses partidários e eleitoralistas”, porque “quem é amigo do Município deve estar ao lado das soluções, para mais tratando-se de eleitos municipais. Soluções que passam por respostas claras de política para obstar à fome, bem assim do lado de projectos que permitam alavancar o desenvolvimento, o progresso e a justiça social”.

Pese embora a presente relação de tenção entre a Câmara e a maioria com acento na Assembleia Municipal, o Presidente anunciou estar disponível para concertar posições com o PAICV tendentes a encontrar uma solução que seja a contento de ambas as partes e permita levar a votação um novo Orçamento e Plano de Actividades.

Mas, para isso, é necessário que o PAICV inverta a sua posição e, ao contrário do que aconteceu na sessão de Dezembro, apresente propostas claras e diga o que quer. Isto é, se Felisberto Moreira e os eleitos municipais tambarina se dispensarem de fazer campanha antecipada e manter-se “indiferentes aos reais problemas de Santa Catarina”.

 


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