A maioria na Assembleia Municipal decalcou os mesmos argumentos com que chumbou o Orçamento de 2015 e, mais uma vez, demonstrou que não leu o Plano de Atividades e Orçamento para 2016. Mas, segundo o Presidente Francisco Tavares, o povo os julgará e o PAICV pagará por isso nas próximas eleições

À imagem do que já havia acontecido com o Plano de Atividades e Orçamento de 2015, a bancada do PAICV votou contra o povo de Santa Catarina, inviabilizando estes estes importantes instrumentos de gestão para o ano de 2016.

“O PAICV, mais uma vez, castigou Santa Catarina e os santa-catarinenses, está a comprometer o desenvolvimento deste Município”. Foi assim que o Presidente Francisco Tavares reagiu ao chumbo do Orçamento imposto ao início da noite desta quinta-feira pelo PAICV, na Assembleia Municipal realizada na Escola Secundária Armando Napoleão Fernandes, em Cruz Grande.

“Chumbaram um Orçamento de 987 mil contos, dos quais 468 mil para investimentos. Portanto, negaram a Santa Catarina a rua pedonal de Assomada, negaram a continuação de obras importantes como as estradas municipais, negaram, inclusive, projetos importantes para a área do Ambiente, negaram a continuação do projeto do Estádio Municipal, negaram a elaboração de planos detalhados para as novas vilas, de forma que, simplesmente, tomaram a decisão de bloquear a continuação do desenvolvimento de Santa Catarina”, disse ainda Francisco Tavares aos jornalistas, no final da 13ª Sessão Ordinária da Assembleia Municipal, que encerrou os trabalhos passava já das 20h00.

Ainda segundo o Presidente, os eleitos do PAICV não leram o Plano de Atividades e Orçamento, pois só assim se justifica que tenham votado contra. “A conclusão que tiramos é a de que, efetivamente, não leram o Orçamento, não o estudaram convenientemente e, assim, não vieram preparados para esta discussão, trouxeram o mandato e a orientação clara de chumbar”, disse Francisco Tavares, acrescentando que, mesmo assim, a sua equipa vai continuar “a governar em estabilidade, continuando muitas obras que estão em curso e realizando os sonhos dos santarinenses”.

O povo julgará

Aludindo à proximidade das eleições, Francisco Tavares disse, ainda, que “o povo julgará na devida altura - e de forma própria - quem negou por duas vezes recursos e orçamento para trabalhar para o desenvolvimento deste Município”. E lembrando que a Câmara vai ter de continuar a trabalhar com o Orçamento de 2014 (cerca de 948 mil contos). O que, objetivamente, constitui um problema.

“O Orçamento de 2014 não é para 2016, precisamente porque há um conjunto de obras novas, de novos investimentos que entram em 2016 e que não existiam em 2014”, referiu Francisco Tavares, acrescentando: “funcionar com o Orçamento de 2014 significa funcionar com duodécimos, e mesmo que tenhamos recursos para aplicar em alguns investimentos não vamos conseguir fazer”.

Para o Edil de Santa Catarina, uma constatação é óbvia: “ficamos bloqueados, não podendo continuar o desenvolvimento do Concelho. Ou seja, negaram esta dinâmica que o Município está tendo, negaram-nos as possibilidades de continuar a fazer obras, continuar a realizar investimentos prioritários para o nosso Município”, sublinhou Francisco Tavares, vaticinando: “Vão pagar por isso”.


Encontre-nos

Paços do Concelho
Largo Gustavo Monteiro
Cidade de Assomada, C.P. nº37
P: (+238) 938 45 55

[email protected]

© Sítio da CM de Santa Catarina 2020