Júlia Vaz, vendedeira de Assomada, com banca montada no largo fronteiro aos Paços do Concelho viu ontem concretizado um dos seus desejos mais profundos: o direito a uma habitação condigna. Nha Lina, como é conhecida, tem, a partir de agora, um teto seguro. A Câmara Municipal garantiu e cumpriu!

É uma figura bem conhecida de Assomada. Nha Lina (o nominho que se lhe colou à pela vai para muitos anos) tem banca montada no Largo Gustavo Monteiro, fronteiro aos Paços do Concelho, onde, dia a dia, faça sol ou o vento do planalto se apresente implacável, vende doçarias, dropes, chupetas e outros contentamentos de boca da criançada.

Júlia Vaz, de seu nome de batismo, não cabia em si de contente quando, ao início da tarde desta segunda-feira, recebeu das mãos do Presidente Francisco Tavares a chave da sua casa, em Cumbém. A partir de agora, enquanto os anos correrem por esta terra de viventes, Nha Lina tem teto seguro, sem renda. Foi essa a garantia que, tempos atrás, a Câmara lhe transmitiu, e que ontem se cumpriu, juntando na frontaria da habitação as gentes simples, humildes e generosas de Cumbém, a que se seguiu um almoço popular servido a preceito com o carinho das mulheres deste bairro de Assomada.

O novo teto de Nha Lina, que até agora tem vivido em casa arrendada pela Câmara, foi, tempos atrás, objeto de um ataque vil à Autarquia, explorado por quem, na política, não olha a meios para conquistar o poder.

 

Ocupada ilegitimamente por uma família, que dispunha aliás de casa já entregue pelo Município – e se achava no direito de tomar o que não é seu, em objetiva falta de respeito por aqueles que aguardam há anos por casa condigna -, levou a que a Câmara tivesse de acionar (legitimamente) a autoridade policial, um facto logo aproveitado pela oposição pra alardear uma suposta “insensibilidade” do Executivo. Esta segunda-feira, a entrega da chave a Nha Lina significou, também, a consagração de um princípio elementar de quem está na política com seriedade: a trapaça e o oportunismo não têm futuro por estas bandas…

Direito à habitação

“Com a entrega da chave a D. Lina, cumprimos um objetivo muito importante que é garantir o direito à habitação, a cada família uma habitação”, disse o Presidente Francisco Tavares na sua curta intervenção, relembrando que, “há tempos atrás, esta casa foi objeto de um grande problema, saiu na Comunicação Social que a Câmara Municipal de Santa Catarina despejou uma família, quando, como se sabe, não foi assim. Uma família que habitava uma outra casa, propriedade da Câmara, onde também não paga renda, considerou que podia ocupar esta casa, passando à frente de uma lista bem grande de famílias que esperam uma casa para morar”, sublinhou o Edil.

Desejando a Nha Lina muitas felicidades na nova casa, Francisco Tavares endereçou a todos os moradores de Cumbém os votos de Boas Festas e de um bom Ano Novo, garantindo que a sua equipa está sempre ao serviço das populações, fazendo dentro das suas possibilidades tudo para que a qualidade de vida das pessoas possa ser uma realidade. Após a intervenção seguiu-se a entrega e Cabazes de Natal a vinte famílias do bairro.

 


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