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As câmaras municipais da Ilha de Santiago e as associações regionais de futebol de Santiago Norte e Sul, em coordenação com a Associação dos Municípios de Santiago, reuniram esta terça-feira em Assomada, para institucionalizar a Superliga de Santiago

O encontro teve lugar na sala de reunião da Câmara Municipal de Santa Catarina, tinha como objectivo de oficializar este a superliga junto à Federação Cabo-verdiana de Futebol, os intervenientes vão ainda analisar a possibilidade de realizar o torneiro, este ano, de forma não oficial tendo em conta o atraso na institucionalização do mesmo.

Na Superliga vão participar as equipas que se classificarem entre o segundo e o quinto lugares nos regionais de Santiago Sul e Norte. As oito formações vão ter uma jornada com 14 jogos, isto é, vão disputar a competição no sistema de todos contra todos, em duas mãos.

Em representação das câmaras municipais, o edil de Santa Catarina, Francisco Tavares, considerou que a Superliga que vai ser institucionalizada em diálogo com a Federação cabo-verdiana de Futebol, permitirá evitar "tempos mortos" para os atletas e ainda criará mais oportunidade de competição para as equipas santiaguenses.

Francisco Tavares realçou que o objectivo da superliga é de evitar que os jogadores tenham mais tempo de lazer do que competição e proporcionar o aparecimento de mais tubarões azuis e alargar o leque de escolha do selecionador nacional.

Por sua vez, o presidente da Associação Regional de Futebol de Santiago Sul, Mário Avelino, disse que este projecto foi pensado desde 1996, mas só agora está sendo possível por na prática.

"Estamos também à discutir a possibilidade de se abranger também a segunda divisão, para que, numa conjugação de esforços das câmaras municipais, do Governo, da FCF e outros parceiros, possamos fazer com que às 44 equipas da primeira divisão, mais as outras da segunda, possam contribuir para que esta ilha desempenhe o seu papel no desporto nacional", realçou Mário Avelino.

Mário Avelino explicou que os jogos decorrerão em paralelo com o campeonato nacional, ou seja, a Superliga vai complementar a prova nacional, mas terá o seu próprio regulamento.

O presidente da Associação Regional de Futebol de Santiago Norte, Anastácio da Veiga, acredita que esta competição, além de aproximar as duas regiões desportivas, vai ainda trazer mais visibilidade às equipas de Santiago Norte.

A Superliga vai ter um financiamento de 1800 contos que deverá ser assumido pelas câmaras municipais, pelo governo e pela Federação.


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