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O jovem campeão de Achada Lém entregou mais uma vez, um troféu nas mãos do Presidente Francisco Tavares. Neste caso, o prémio tem um significado maior já que Danilson foi o grande vencedor da prestigiada prova de La Palma

Danilson Silva Pereira, atleta internacional natural e residente em Achada Lém, que venceu em 8 de Maio a Ultramaratona Internacional Transvulcânica, em La Palma, ilhas Canárias, entregou o troféu à Câmara Municipal de Santa Catarina. O acto de entrega teve lugar hoje, numa audiência com o Presidente Francisco Tavares.

Recordamos que o jovem santacatarinense chegou em primeiro lugar na prestigiada prova internacional, percorrendo uma distância de 45 quilómetros, com o surpreendente tempo de 3 horas e 50 minutos num universo de 600 atletas.

Desde que começou a figurar nos primeiros lugares em provas internacionais de ultramaratona, Danilson Pereira vem sempre depositando os seus troféus nas mãos do Edil e dedicando as suas vitórias à Câmara Municipal e ao povo de Santa Catarina.

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O edil Francisco Tavares advoga que é necessária fazer uma discriminação positiva para eliminar a exclusão energética, a exclusão tecnológica, a infoexclusão, promover o saneamento e melhorar o acesso à água, e formação para as potencialidades da região.

A discriminação positiva deve consistir sobretudo na efetivação dos sectores estratégicos, em especial a agricultura, a pecuária, a pesca, a agroindústria e o turismo.

O autarca ressalta que Santiago Norte merece uma descriminação positiva, em especial na área da formação. A orientação da formação profissional e superior nada tem a ver com o potencial da região.

Basta dizer que nessa região, menos de 3% da população com formação, tem-na nas áreas da agricultura e veterinária, com excepção de São Lourenço dos Órgãos (7,8%).

Francisco Tavares salienta que a discriminação positiva deve incidir em especial no combate à insegurança habitacional, pois nessa região mais de 4.000 casas estão degradadas e prontas a desabar, ameaçando a vida das pessoas e os seus bens. Esta situação deve-se à forte incidência da pobreza, pois os cabo-verdianos têm preferência clara pela sua habitação própria e se tiver margem de manobra repara as suas casas. 

O edil assegura que a discriminação positiva deve incidir também no desencravamento, pois a maioria das estradas municipais tem péssimas qualidades e são funcionais apenas durante a época seca, ficando mais de 40% da população em situação de encravamento quando chove de forma persistente.

Francisco Tavares ressalta que o combate à insegurança habitacional e em especial o emprego para os jovens, podem ser resolvidos com uma nova orientação no sector da agricultura, não centrada apenas na mobilização da água, mas sobretudo na empresarialização do sector, com orientação dos jovens formados e sobretudo o acesso ao mercado turístico.

“Só possível com uma organização predominantemente empresarial, com gente qualificada, com propriedades de média e grande dimensão que conferem a escala para o planeamento da produção, a modernização e a competitividade pela qualidade e pelo preço”, explicou.

O autarca realça que Temos todas as condições para tornarmo-nos no maior celeiro de Cabo Verde em matéria de produtos agrícolas e da pecuária, mas também a maior região em matéria da agroindústria.

Santiago Norte tem hoje cerca de 120 habitantes, ou seja cerca de 23% da população de Cabo Verde, é assim a segunda maior região de Cabo Verde, está em situação de desvantagem com nichos de clara exclusão. Ali vivem cerca de 50.000 pobres ou seja cerca de 39% dos pobres do Cabo Verde.

Excetuando São Lourenço dos Órgãos, nessa região a proporção de famílias com acesso à eletricidade está abaixo da média nacional que é de 86%. É nessa região que mais se morre de electrocução por causa de ligações clandestinas.

Em concelhos como Santa Catarina, ainda zonas como Librão, João Bernardo, Travessa Baixo, Poilão de Engenhos, Mato Gegé, Charco, Achada Leite, Achada Brás, Chão Formosa, Achada Borges, Chã de Monte e Achada Fora, Gudo, Fundo Baixo não tem rede eléctrica. É uma situação de verdadeira exclusão energética.

Em matéria de ligações domiciliárias de água, apenas Tarrafal (83%) e São Salvador do Mundo (69%) estão acima da média nacional (64%). Mas especialmente no tocante ao saneamento, apenas 7,8% das famílias tem ligação a uma rede de esgotos, muito abaixo da média nacional que é de 22,6%. Apenas 9% da população evacua as águas residuais através de rede de esgotos ou fossa séptica, também abaixo da média nacional que é de 39%, quando em todos os municípios da região a proporção de famílias com instalações sanitárias está abaixo da média nacional que é de 77%.

Nos Municípios de Santiago Norte, a proporção de famílias que utiliza principalmente a lenha como combustível na cozinha está muito acima da média nacional que é de 23%. Nesses municípios essa proporção varia entre um mínimo de 43% no Tarrafal e um máximo de 74% em São Lourenço dos Órgãos, Isto significa sim a dependência de um fonte não adequado à saúde, mas que também representa uma pressão senão ameaça à cobertura vegetal.

Em Santiago Norte, 46 em cada 100 pessoas ocupadas estão na agricultura, muito acima da média nacional que é de 19%, o que expõe à pobreza e às vulnerabilidades ainda existentes na agricultura. Reforça ainda o facto de que 58% dos empregados estão em profissões denominadas elementares, ou seja pouco senão não qualificadas, muito acima da média nacional que é de 34%.

Santiago Norte alberga apenas 16% das empresas nacionais com uma faturação média de 2,8 mil contos ano, quando a média nacional é de 26,6 mil contos ano.

“Temos no entanto todas as barragens da ilha que retém água, a maioria das terras para a agricultura e somos o maior produtor pecuário do país”, garante o edil.

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Durante todo o dia 19 e 20 de Maio, representantes de várias instituições e associações locais reuniram-se num ateliê para planeamento. No encerramento do ateliê, o Presidente da Câmara Municipal Francisco Tavares anunciou as recomendações e prioridades definidas no encontro

 Reunido durante dois dias 19 e 20 de Maio, na Cidade de Assomada, o Ateliê de Planeamento Estratégico de Desenvolvimento de Santa Catarina no horizonte 2026 (PED) juntou técnicos e dirigentes municipais e representantes da Fundação Padre Luiz Allaz, da Escola Técnica Grão-Duque Henri, do Liceu Amílcar Cabral, da MORABI, do Ministério das Finanças, da Energia, representante das Nações Unidas, Autarcas, bem como, membros de associações locais.

O PED 2016 - 2026 trata-se, por conseguinte, de um Instrumento de gestão, com o horizonte temporal do PDM e que integra todos os programas sectoriais num sistema coerente de gestão capaz de garantir o desenvolvimento do Município com sustentabilidade económica, social, ambiental e territorial em 2016 - 2026, no quadro do espaço económico e social integrado das Ilhas do Sotavento (Santiago, Maio, Fogo e Brava).

O PED 2016 - 2026 visa projectar no Espaço Sotavento, o Concelho de Santa Catarina, localizado no centro da Ilha que alberga a capital do País, com maior peso histórico, económico e demográfico, numa autêntica plataforma logística de produção, conservação, processamento, transformação e distribuição a nível nacional de produtos agrícolas e pecuários.

Segundo o edil Francisco Tavares, todos os planos já foram diagnosticados e validados, com orientações para avançar. Por conseguinte esta segunda-feira vão começar as sessões de trabalho.

Francisco Tavares ressalta que a área de formação terá em Junho um Ateliê Sectorial Formação e Desenvolvimento de Santa Catarina, e ainda vai ser implementado junto ao ministério do turismo um plano para este sector.

“Nós somos o primeiro município a projectar esses planos, também o primeiro que está a implementar a lei do quadro do plano municipal”, disse.

O autarca afirma que as infraestruturas vão ser implementadas conforme o formulário das Nações Unidas e que na última quinzena de Junho será feita a apreciação e validação de todos os planos. 

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