“Os tubarões azuis da arte”

Foi assim que Brito-Semedo se referiu à seleção de entrevistados do livro “Dos - Diálogos sobre a Arte e a Vida” do escritor e ator João Branco, cuja apresentação teve lugar na última terça-feira

 

“Dôs” – Diálogos sobre a Arte e a Vida” é resultado de entrevistas a 33 artistas, músicos, poetas, escritores e arquitetos, num período que vai de 2010 a 2018, publicadas pela Editora Rosa de Porcelana e feitas pelo ator, encenador e professor de Teatro João Branco. A apresentação da obra teve lugar na última terça-feira, 24, no Centro Cultural Norberto Tavares.

O seu apresentador, Manuel Brito-Semedo, comparou este livro a um jogo de futebol, afirmando mesmo que é a seleção dos “tubarões azuis da arte”, mas que ficou incompleto pelo facto de o seu escritor não estar presente nesta seleção de entrevistados.

João Branco, que contou com a presença do pai (José Mário Branco) na apresentação do livro, disse ser caboverdiano por escolha própria e assumiu-se como crioulo, numa alusão às misturas que existem na sua vida. O autor nasceu em Paris (onde os pais se encontravam exilados), tem três filhas nas cidas em Cabo Verde e a sua atual esposa é brasileira.

Brito-Semedo conduziu a apresentação de “Dôs” – Diálogos sobre a Arte e a Vida” num formato de entrevista, simbolizando os diálogos existentes no livro, colocando João Branco a falar da sua obra e do seu percurso enquanto ator, escritor e ensaísta.

Segundo Branco, quando se faz algo com paixão e amor sempre sobra tempo. E, questionado sobre se existe um Teatro genuinamente caboverdiano, respondeu: “nada é genuíno, por isso não podemos dizer que existe um Teatro puramente caboverdiano, tudo é resultado de interação entre diversas fontes”.

O ator, que define o Teatro como “a arte da não vaidade”, diz que, por agora, o seu único projeto para o futuro é vir atuar em Assomada, e lançou esse desafio ao Presidente Beto Alves e à Vereadora da Cultura, Jassira Monteiro.

 


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