Inclusão social trouxe a Assomada Cardeal Arlindo Furtado

O também Bispo de Santiago, disse que a Igreja é contra o “liberalismo económico selvagem” e o “capitalismo exagerado”. “O desenvolvimento não é ter um grupinho muito rico e uma massa vivendo na pobreza”, sustentou o Cardeal de Cabo Verde

 

Sob o lema “Lideres Empresarias - Agentes de Inclusão Social e Económica”, a Associação de Gestores, Empresários  e Profissionais Católicos de Cabo Verde (AGEPC-CV), organizou, em parceria com  a a Câmara Municipal, uma conferência que teve lugar esta sexta-feira, 24, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

O conferencista convidado foi o economista Emanuel Miranda, contando com a moderação do sociólogo e professor universitátio Nardi Sousa. Antes porém intervieram a Presidente da AGEPV-CV, Miluci Barbosa, o Presidente da Câmara Municipal de Sante Catarina, Beto Alves, e o Cardeal Arlindo Furtado.

De acordo com Miluci Barbosa, a problemática da inclusão deveria ser selecionada no âmbito das políticas de desenvolvimento e menos no sentido de investigação dos efeitos negativos gerados por modelos económicos que até hoje têm gerado exclusão, pobreza, intolerância, guerras, migrações e injustiças.

Desenvolvimento passa por boas lideranças empresariais

Para Beto Alves, o desenvolvimento não passa apenas pelas estruturas do Poder Local, mas sobretudo pelas empresas, porque elas é que movimentam mais recursos, geram empregos e contribuem para a geração de riqueza e a redução da pobreza.

“Estamos seguros que o desenvolvimento social passa, acima de tudo, por uma boa liderança empresarial. Enquanto Poder Local, o nosso compromisso é com a felicidade dos santacatarinenses e de todos que escolheram o concelho para viver, e isso só podemos conseguir com parcerias, promovendo a inclusão social, tendo como principal foco as famílias com mais dificuldades”, sublinhou o Edil.

Igreja contra “liberalismo económico selvagem”

Arlindo Furtado, que é também Bispo de Santiago, sublinhou que a Igreja não é a favor do “liberalismo económico selvagem” e nem do “capitalismo exagerado”, e que defende a liberdade da pessoa humana, que tem uma dimensão social que é indispensável ao desenvolvimento social e económico.

“O desenvolvimento não é ter um grupinho muito rico e uma massa vivendo na pobreza, defendo a liberdade económica partilhada, pois nem todos têm as mesmas capacidades e oportunidades”, salientou o Cardeal.

Na sua explanação, Emanuel Miranda falou do “desafio de como os empresários podem ser líderes e trabalhar a inclusão social” e apontou medidas para que os quadros se possem “tornar líderes e não apenas chefes”.


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